O MacOS sempre foi um software confiável, desde suas versões mais antigas, o próprio System 1.0, ele surpreende pela fidelidade à interface, que foi sendo modernizada sem nunca sofrer uma mudança radical. Não se pode dizer a mesma coisa do Windows, mas isso também não é em sí uma grande vantagem para os Macs antigos.
Se por um lado, usá-los continua intuitivo como nas máquinas modernas, por outro lado, os processadores mudaram ao longo da história da Apple mais do que alguém muda de roupa, e a cada mudança de plataforma, 8bits, 16 bits, 32 bits, 64 bits, processador Motorola, Power PC e Intell, os softwares ficam antiquados e novos não são desenvolvidos. O maior problema residia particularmente nos navegadores. Com a revolução da WEB para web-applications, os navegadores do Mac OS 10.3.9 Panther se tornaram praticamente incompatíveis com a WEB. O QuickTime antiquado também não consegue mais lidar com os vídeos modernos. E com o tempo, isso foi me fazendo encostar a máquina linda e nova, meu iBook 2001. Até eu tentar o Ubuntu…
Com a instalação do Ubuntu, inevitavelmente alguns problemas surgiram. A tela em 800×600 ocupando apenas uma parcela do monitor, o Wireless desativado (isto é, ativo, mas não conseguia interpretar as senhas de rede, e não conectava à nada), mas de resto, a máquina se tornou imediatamente, incrivelmente moderna e compatível com a internet moderna! Rodando o Ubuntu 10.04, primeira distro que achei modificada para processadores PowerPC G3, a máquina ficou linda, embora não muito rápida. Mas através do VLC, vídeos voltaram ao jogo, RithmBox trás a gestão da música e o FireFox cuida de tudo da internet, inclusive, YouTube.



